Campinas, 18 de Janeiro de 2008.
Eu, Rafael Alves Batista, venho, por meio desta, apresentar meu veemente repúdio aos doravante denominados “roncadores de ônibus”. Tal classe de pessoas representa uma fração significativa de usuários dos transportes interurbano e interestadual. Segundo estatísticas do próprio autor desta moção, eles representam 5% dos passageiros do ônibus.
Cerca de 19% das mulheres e 30% da população roncam intensamente, e este origina-se numa obstrução parcial das vias respiratórias. Evidentemente, isto não é culpa da pessoa, porém causa diversos inconvenientes aos demais passegeiros, que precisam dormir bem (se é que isto é possível) para trabalhar, estudar ou qualquer outra razão. Também entendo as necessidades pessoais dos "roncadores de ônibus", pois estes, pelas mesmas razões que os demais, precisam dormir.
Então, perante tão delicada situação espero que cada pessoa utilize o bom-senso, tentando não roncar no ônibus, ou viajando durante o dia, ou não dormindo. Isto evitaria muitos aborrecimentos e permitiria a prevalência do bem comum: o sono tranqüilo da maioria.
Rafael Alves Batista
"O Super-homem é o sentido da Terra... Eu ensino-vos o Super-homem. O homem é algo que deve ultrapassar-se."
sábado, 19 de janeiro de 2008
MOÇÃO DE REPÚDIO AOS “RONCADORES” DE ÔNIBUS
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
DAS REVISTAS DE SALAS DE ESPERA
Há alguns dias estava em um desses lugares que fazem alinhamento e balanceamento de veículos, onde havia uma sala de espera. Esta sala de espera prossuía uma peculiaridade: havia um jogo de damas, o que atraiu minha atenção imediatamente. Esta foi uma idéia genial, colocar jogos de tabuleiro que desenvolvam a capacidade de raciocínio e distraiam os clientes enquanto o serviço é feito. Como meu pai vistoriava o serviço que era feito no carro, não pude jogar damas por falta de adversário.
Então, decidi ler revista. Não esperava encontrar nenhuma revista boa, apenas aquelas revistas patéticas típicas de salas de espera, no máximo esperava encontrar a Veja. Porém, contrariando todas as expectativas, a primeira revista que encontrei foi uma Carta Capital. Ao olhar as outras revistas deparei-me com uma Scientific American, uma Língua Portuguesa e outra Carta Capital. Estava surpreso com o achado de revistas de tamanha qualidade e conteúdo em um simples estabelecimento como aquele.
Inúmeros estabelecimentos que têm salas de esperas, tais como consultórios médicos e odontológicos, salões de cabeleireiros, etc, não possuem revistas de qualidade. Lembro-me quando fui num centro de oftalmologia e encontrei revistas tais como Caras, Cláudia, Boa Forma e Tititi. Duas destas (Boa Forma e Cláudia) se você empenhar-se a procurar algo bom você encontrará. Porém Caras e Tititi são ícones de ignorância e futilidade. Surpreende-me como pessoas conseguem lê-las, e ainda por cima pagam por elas.
Mas não estou aqui para discorrer acerca da qualidade de cada revista em particular. Quero apenas criticar todos os estabelecimentos que contribuem para o aumento da ignorância da população, como é o caso deste centro de oftalmologia.
Quando um Zé-Povim entra numa sala de espera, ou ele apreciará o ócio e saboreará o tédio enquanto espera, ou colocar-se-á a ler o que lhe for oferecido. A maioria das pessoas alternará entre os dois estados, com ênfase maior no primeiro. Porém, se por apenas alguns minutos Zé-Povim ler uma revista de conteúdo, a sala de espera terá cumprido sua função.
Em pesquisa recente, mostrou-se que apenas cerca de um quarto da população do estado de São Paulo sabia localizar o Brasil no mapa múndi [e depois criticam os americanos]. Alguns pensavam que a África era o Brasil, outros colocavam o Brasil em território de nossa compañero venezuelano Hugo Chávez ou de nossos eternos vizinhos e rivais argentinos, e muitos achavam que o Brasil era na terra do canguru. Resultados tão alarmantes como este poderiam ser evitados se houvesse um mapa múndi em uma destas salas de espera.
Por fim, quero apenas expressar minha insatisfação em relação ao nível cultural de meus compatriotas, e apresentar uma arma arma valiosíssima no combate à ignorância, contribuindo para a formação cultural de nossa população.
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
DA INCOERÊNCIA DOS PSEUDO-RELIGIOSOS BRASILEIROS
Há alguns dias, li na Folha de São Paulo um artigo [1] que apontava que o Brasil é o 82º em proporção de ateus na população, entre 100 países. Isto, em minha visão, explica o fracasso desta grande nação.
O Brasil é considerado o maior país católico do mundo, apesar de que são poucos os católicos praticantes. Isto muito provavelmente é influenciado pelo comodismo dos nossos estimados conterrâneos, que adotam a religião de seus pais, vivem sob algumas doutrinas desta religião, e não são praticantes. É fato que os brasileiros são preguiçosos, têm preguiça até de pensar...
Acabo de procurar no site do IBGE alguns números, acerca da população brasileira e sua religião, e observei o espantoso número de 125 milhões de católicos, 26 milhões de evangélicos, e apenas 12 milhões de pessoas sem religião [2]. Este números explicam as estatísticas que li na Folha: 65% da população brasileira é contra o aborto, 71% aprovam o divórcio, 94% aprovam a camisinha (espanta-me pensar que 6% da população não aprova!) e 42% são simpáticos à união civil do mesmo sexo. Analisando estes números vemos que eles indicam um perfil bastante peculiar, mostrando que muitos valores laicos (ou racionais) influenciam a opinião pública, apesar de que o pensamento religioso ainda predomina. Por hora, não discorrerei acerca do aborto, do uso da camisinha, do divórcio e muito menos do casamento homossexual.
Estou aqui apenas para apresentar estes números e expressar meu descontentamento com a população brasileira, que além de ter preguiça de pensar é incoerente pois nem ao menos preservam os valores morais impostos por suas religiões. Por exemplo, era de se esperar que alguns destes valores permanecessem, de modo que a moral e os bons costumes fossem preservados. No entanto, não é o que se observa; basta ir a qualquer penitenciária e conversar com os criminosos, basta ir a qualquer botequim de esquina e conversar com os pinguços, ou talvez procurar os maridos adúlteros ou os padres pedófilos. Em nosso país as pessoas sempre dão um ‘jeitinho’ sempre querem levar vantagem e isto atrasa nosso crescimento intelectual, social, e econômico, pois temos maiores gastos sustentando criminosos nas cadeias e no Congresso.
Por fim, após expressar minha indignação com os hipócritas brasileiros, que são religiosos apenas quando isto lhes é útil e não agem de acordo com seu discurso. Este é o povo brasileiro, psedo-religioso e hipócrita, que não faz nada pelo bem comum e não segue uma linha de pensamento coerente. Não crítico, aqui, por hora, as religiões pois o farei em uma postagem ulterior. Digo ao nosso povo apenas que se querem ser religiosos, o sejam, se querem ser ateus, o sejam, mas não ajam desta maneira tão nociva à sociedade.